PEI IIJIMA
ATIVIDADE EAD LÍNGUA PORTUGUESA SÉRIES 1ºA
Professora: Rosana (SEGUNDA)
ATIVIDADE 1
Texto I
Texto II
Monte Castelo
Soneto 11
Ainda que eu
falasse Amor
é fogo que arde sem se ver;
A língua dos homens É ferida que dói e não se sente;
E falasse a língua dos anjos, É um contentamento descontente;
Sem amor eu nada seria. É dor que desatina sem doer;
A língua dos homens É ferida que dói e não se sente;
E falasse a língua dos anjos, É um contentamento descontente;
Sem amor eu nada seria. É dor que desatina sem doer;
É só o amor! É só o
amor É
um não querer mais que bem querer
Que conhece o que é verdade. É
solitário andar por entre a gente;
O amor é bom, não quer o mal, É nunca contentar-se de contente;
Não sente inveja ou se envaidece. É cuidar que se ganha em se perder;
O amor é bom, não quer o mal, É nunca contentar-se de contente;
Não sente inveja ou se envaidece. É cuidar que se ganha em se perder;
O amor é o fogo que arde sem se
ver;
É ferida que dói e não se sente; É querer estar preso por vontade;
É um contentamento descontente; É servir a quem vence, o vencedor;
É dor que desatina sem doer. É ter com quem nos mata lealdade.
É ferida que dói e não se sente; É querer estar preso por vontade;
É um contentamento descontente; É servir a quem vence, o vencedor;
É dor que desatina sem doer. É ter com quem nos mata lealdade.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens Mas como causar pode seu favor
E falasse a língua dos anjos Nos corações humanos amizade,
Sem amor eu nada seria. se tão contrário a si é o mesmo Amor?
A língua dos homens Mas como causar pode seu favor
E falasse a língua dos anjos Nos corações humanos amizade,
Sem amor eu nada seria. se tão contrário a si é o mesmo Amor?
É um não querer mais que bem
querer; (Luís de
Camões)
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por
vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos
dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor! É só o
amor
Que conhece o que é verdade.
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu
falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
(Legião Urbana)
Habilidade: Reconhecer
diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam
do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido
01. O texto I
difere do texto II
(A) na
constatação de que o amor pode levar até à morte.
(B) na
exaltação da dor causada pelo sofrimento amoroso.
(C) na
expressão da beleza do sentimento dos que
amam.
(D) na
rejeição da aceitação passiva do sentimento amoroso.
Leia a tira a seguir.
Habilidade- Interpretar texto com o
auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
02. De
acordo com a imagem, denota-se que o Cascão
(A) vai
ser queimado.
(B) vai
ser cozido.
(C) vai
tomar banho.
(D) vai
ser solto.
TEXTO
I
TEXTO
II
Carta de Pero Vaz de
Caminha
Erro do
Português
(Fragmento)
Na noite seguinte ventou tanto sueste
com Quando o português chegou
chuvaceiros, que as naus desviaram-se
do Debaixo duma bruta
chuva
rumo, e especialmente a
capitania. Vestiu o índio
Que
pena!
(CAMINHA, Pero Vaz de. Carta a El Rey
Fosse uma manhã de sol Dom Manuel. Versão moderna de Rubem O índio tinha despido
Braga, Record, 1981.) O
português.
(ANDRADE,Oswald de, Pau-Brasil,
Globo, 1990.)
Habilidade- Reconhecer diferentes formas de tratar uma
informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das
condições em que ele foi produzido.
03. A
semelhança entre os dois textos I e II acontece, quando os autores se referem
(A) ao
índio. (B) a naus. (C) ao sol. (D) à chuva.
Leia o texto e depois
responda as questões de 4 a 5.
O AVARENTO
Um avarento
possuía uma barra de ouro, que mantinha enterrada no chão. Todos os dias ia lá
dar uma olhada.
Um
dia, descobriu que a barra fora roubada, e começou a se descabelar e a se
lamentar aos brados.
Um vizinho,
ao vê-lo naquele estado, disse:
__ Mas para
que tanta tristeza? Enterre uma pedra no mesmo lugar e finja que é de ouro. Vai
dar na mesma, pois quando o ouro estava aí você não o usava pra
nada! (Esopo. In: O livro das virtudes – O compasso moral, 1996)
Habilidade- Estabelecer
relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
04. De acordo
com o texto pode-se concluir que avarento é a pessoa
que
(A) gasta muito.
(B) come muito.
(C) possui
muitos bens.
(D) só pensa em
guardar dinheiro.
Habilidade- Inferir uma informação implícita em um texto.
05. O provérbio
que pode ser associado ao texto é
(A) “Nem tudo
que reluz é ouro.”
(B) “Água mole
em pedra dura, tanto bate até que fura.”
(C) “Quem tudo
quer, tudo perde.”
(D) “Em terra de
cego, quem tem um olho é rei.”
Texto I
Cinquenta camundongos, alguns dos quais clones de clones, derrubaram os obstáculos técnicos à clonagem. Eles foram produzidos por dois cientistas da Universidade do Havaí num estudo considerado revolucionário pela revista britânica "Nature", uma das mais importantes do mundo. (...)
A notícia de que cientistas da Universidade do Havaí desenvolveram uma técnica eficiente de clonagem fez muitos pesquisadores temerem o uso do método para clonar seres humanos.
O Globo. Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p. 36.
Texto II
Cientistas dos EUA anunciaram a clonagem de 50 ratos a partir de células de animais adultos, inclusive de alguns já clonados. Seriam os primeiros clones de clones, segundo estudos publicados na edição de hoje da revista "Nature".
A técnica empregada na pesquisa teria um aproveitamento de embriões — da fertilização ao nascimento — três vezes maior que a técnica utilizada por pesquisadores britânicos para gerar a ovelha Dolly.
Folha de S.Paulo. 1º caderno - Mundo. 03 jul. 1998, p. 16.
Habilidade- Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação.
Cinquenta camundongos, alguns dos quais clones de clones, derrubaram os obstáculos técnicos à clonagem. Eles foram produzidos por dois cientistas da Universidade do Havaí num estudo considerado revolucionário pela revista britânica "Nature", uma das mais importantes do mundo. (...)
A notícia de que cientistas da Universidade do Havaí desenvolveram uma técnica eficiente de clonagem fez muitos pesquisadores temerem o uso do método para clonar seres humanos.
O Globo. Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p. 36.
Texto II
Cientistas dos EUA anunciaram a clonagem de 50 ratos a partir de células de animais adultos, inclusive de alguns já clonados. Seriam os primeiros clones de clones, segundo estudos publicados na edição de hoje da revista "Nature".
A técnica empregada na pesquisa teria um aproveitamento de embriões — da fertilização ao nascimento — três vezes maior que a técnica utilizada por pesquisadores britânicos para gerar a ovelha Dolly.
Folha de S.Paulo. 1º caderno - Mundo. 03 jul. 1998, p. 16.
Habilidade- Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação.
06. Os dois textos tratam de clonagem. Qual aspecto
dessa questão é tratado apenas no texto I?
(A) A divulgação da clonagem de 50 ratos.
(B) A referência à eficácia da nova técnica de clonagem.
(C) O temor de que seres humanos sejam clonados.
(D) A informação acerca dos pesquisadores envolvidos no experimento.
(A) A divulgação da clonagem de 50 ratos.
(B) A referência à eficácia da nova técnica de clonagem.
(C) O temor de que seres humanos sejam clonados.
(D) A informação acerca dos pesquisadores envolvidos no experimento.
Leia o conto a seguir, de Lygia Fagundes Telles.
A disciplina do amor
Foi na França,
durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias,
pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco
antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na
maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila
inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e
ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos.
Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que
seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem
foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir
diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé,
atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim
que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até
chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio
preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no
pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo,
distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o
compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias, com o passar dos anos (a
memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não
voltou. Casou-se a noiva com um primo. os familiares voltaram-se para
outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo
(era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As
pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…uma tarde (era
inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
Lygia Fagundes
Telles. A disciplina do amor.
Responda as questões de 7 a 11, consultando o texto.
Habilidade- Localizar informações explícitas em um texto.
07. O fato contado pelo narrador transcorreu na
(A) Segunda Grande
Guerra.
(C) Casa do jovem.
(B) França.
(D) Na
esquina da casa.
Habilidade- Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
08.Qual é a informação principal no texto “A disciplina do amor”?
(A) A história
de um rapaz e um cão.
(B) A 2ª Guerra
e a convocação de um jovem.
(C) A história
do cachorro e seu comportamento.
(D) A história de um
soldado e a saudade de seus entes queridos.
Habilidade- Identificar o tema de um texto.
09. O texto trata,
principalmente
(A) do comportamento do
cão.
(C) da memória do jovem convocado para a guerra.
(B) do carinho
que as pessoas o tinham. (D) dos familiares do jovem rapaz.
Habilidade-Identificar o
conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
10. O
autor no final da história deixou
(A) suspense.
(B) curiosidade.
(C) melancolia.
(D) gracejo.
PEI IIJIMA
ATIVIDADE EAD LÍNGUA PORTUGUESA SÉRIES 1ºA
Professora: Rosana (TERÇA)
ATIVIDADE
2
Leia o texto a
seguir.
O ouro da
biotecnologia
Até os bebês sabem que o patrimônio
natural do Brasil é imenso. Regiões como a Amazônia, o Pantanal e a Mata
Atlântica – ou o que restou dela – são invejadas no mundo todo por sua
biodiversidade. Até mesmo ecossistemas como o do cerrado e o da caatinga têm
mais riqueza de fauna e flora do que se costuma pensar. A quantidade de água
doce, madeira, minérios e outros bens naturais é amplamente citada nas escolas,
nos jornais e nas conversas. O problema é que tal exaltação ufanista
("Abençoado por Deus e bonito por natureza”) é diretamente proporcional à
desatenção e ao desconhecimento que ainda vigoram sobre essas riquezas.
Estamos entrando numa era em que, muito
mais do que nos tempos coloniais (quando pau-brasil, ouro, borracha etc. eram
levados em estado bruto para a Europa), a exploração comercial da natureza deu
um salto de intensidade e refinamento. Essa revolução tem um nome:
biotecnologia. Com ela, a Amazônia, por exemplo, deixará em breve de ser uma enorme
fonte “potencial" de alimentos, cosméticos, remédios e outros subprodutos:
ela o será de fato – e de forma sustentável. Outro exemplo: os créditos de
carbono, que terão de ser comprados do Brasil por países que poluem mais do que
podem, poderão significar forte entrada de divisas.
Com sua pesquisa científica carente,
indefinição quanto à legislação e dificuldades nas questões de patenteamento, o
Brasil não consegue transformar essa riqueza natural em riqueza financeira.
Diversos produtos autóctones, como o cupuaçu, já foram registrados por
estrangeiros – que nos obrigarão a pagar pelo uso de um bem original daqui,
caso queiramos (e saibamos) produzir algo em escala com ele. Além disso, a
biopirataria segue crescente. Até mesmo os índios deixam que plantas e animais
sejam levados ilegalmente para o exterior, onde provavelmente serão vendidos a
peso de ouro. Resumo da questão: ou o Brasil acorda onde provavelmente serão
vendidos a peso de ouro. Resumo da questão: ou o Brasil acorda para a nova
realidade econômica global, ou continuará perdendo dinheiro como fruta no chão.
(Daniel Piza. O Estado de S. Paulo.)
Habilidade- Identificar a tese de um texto.
01. O texto defende a
tese de que
(A) a Amazônia é fonte “potencial” de riquezas.
(B) as plantas e os animais são levados ilegalmente.
(C) o Brasil desconhece o valor de seus bens naturais.
(D) os bens naturais são citados na escola.
Leia o texto.
O namoro na
adolescência
Um namoro, para acontecer de forma
positiva, precisa de vários ingredientes: a começar pela família, que não seja
muito rígida e atrasada nos seus valores, seja conversável, e, ao mesmo tempo,
tenha limites muito claros de comportamento. O adolescente precisa disto, para
se sentir seguro. O outro aspecto tem a ver com o próprio adolescente e suas
condições internas, que determinarão suas necessidades e a própria escolha. São
fatores inconscientes, que fazem com que a Mariazinha se encante com o jeito
tímido do João e não dê pelota para o herói da turma, o Mário. Aspectos
situacionais, como a relação harmoniosa ou não entre os pais do adolescente,
também influenciarão o seu namoro. Um relacionamento em que um dos parceiros
vem de um lar em crise, é, de saída, dose de leão para o outro, que passa a ser
utilizado como anteparo de todas as dores e frustrações.
Geralmente, esta carga é demais para o
outro parceiro, que também enfrenta suas crises pelas próprias condições de
adolescente. Entrar em contato com a outra pessoa, senti-la, ouvi-la, depender
dela afetivamente e, ao mesmo tempo, não massacrá-la de exigências, e não ter
medo de se entregar, é tarefa difícil em qualquer idade. Mas é assim que começa
este aprendizado de relacionar-se afetivamente e que vai durar a vida toda.
(SUPLICY, Marta. A condição da mulher. São Paulo: Brasiliense, 1984.)
Habilidade- Estabelecer relação entre a tese e os argumentos
oferecidos para sustentá-la.
02. Para um
namoro acontecer de forma positiva, o adolescente precisa do apoio da família.
O argumento que defende essa ideia é
(A) a família é o anteparo das
frustrações.
(B) a família tem uma relação
harmoniosa.
(C) o adolescente segue o exemplo da
família.
(D) o apoio da família dá segurança ao
jovem.
Leia o texto abaixo.
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é
assim: você telefona para um escritório qualquer da cidade.
— Alô! Quer me chamar, por favor, o Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar. Mais cinco minutos, você liga
o mesmo número:
— Por favor, o Valdemar chegou?
— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar
nunca
trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo.
— Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado? O outro
desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça
nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim
CAMPOS, Paulo Mendes. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, v.2, p. 35.
Habilidade– Reconhecer o efeito de sentido decorrente da
escolha de uma determinada palavra ou expressão.
03. No trecho “Cavalheiro, aqui não
trabalha nenhum Valdemar” (l. 7), o emprego do termo sublinhado sugere que o
personagem, no contexto,
(A) era gentil.
(B) era curioso.
(C) desconhecia a outra pessoa.
(D) revelava impaciência.
Leia o texto abaixo.
“Cinto de segurança também no banco de
trás. Proteja a vida de quem você ama.”
Habilidade- Identificar o tema de um texto.
04. Considerando esse texto como parte
de uma campanha educativa, qual seria a sua função principal
(A)
narrar. (B)
descrever.
(C) relatar. (D) convencer.
Leia o texto abaixo,
e em seguida responda as questões de 5 a 10.
SARA ISABEL
Sara Isabel, morena, tem quinze anos,
mede 1,75, pesa sessenta e dois quilos e é de uma beleza irreparável. Cursa o
primeiro ano do segundo grau no Colégio São Marcos e pretende se formar em
medicina ou seguir a carreira de modelo.
Em casa é uma pessoa isolada, que fica
horas e horas, em seu quarto, lendo e ouvindo músicas. No colégio, não se
isola, mas também não se junta com todo mundo, seleciona as amizades. Com o
namorado, não se mostra muito interessada, acha-se muito nova para firmar
namoro. No clube ou na praia, mostra-se bastante solta: joga vôlei, tênis,
gosta de fazer ginástica, não para um minuto.
Das qualidades de Sara, a que mais me
chama atenção é a sua dedicação aos estudos, o seu interesse em vencer na vida,
o que mostra ser uma pessoa inteligente e conhecedora do seu mundo.
Habilidade- Reconhecer gênero discursivo.
05. Quanto ao gênero pode-se dizer que
(A) possui caráter narrativo.
(B) é uma dissertação sobre a vida de uma pessoa.
(C) é uma descrição.
(D) interpreta os sentimentos e caracteres de alguém.
Habilidade- Inferir o sentido de uma palavra ou
expressão.
06. São características de natureza
geral
(A) Sara Isabel tem interesse em vencer na vida.
(B) ela seleciona as amizades.
(C) não se mostra muito interessada em namoro.
(D) é morena, tem quinze anos, pesa sessenta e dois quilos.
Habilidade- Inferir informação em texto verbal.
07. São aspectos que se profundam no
conhecer da pessoa descrita
(A) pretende formar-se em medicina.
(B) é de uma beleza irreparável.
(C) Fica horas e horas em seu quarto lendo
ou ouvindo música.
(D) mostra ser uma pessoa inteligente.
Habilidade- Inferir informação em texto verbal.
08. No texto, a parte que dá ênfase a
uma característica que melhor define Sara Isabel.
(A) muito nova para firmar namoro.
(B) cursa o primeiro ano do segundo
grau.
(C) Não para um minuto.
(D) dedicação aos estudos, o seu
interesse em vencer na vida.
Habilidade- Formular hipóteses sobre o conteúdo de
um texto.
09. "... não se junta com todo
mundo." Desta informação apresentada no texto infere-se que:
(A) Sara Isabel se acha mais importante
que as outras pessoas.
(B) Sara Isabel é preconceituosa.
(C) Sara Isabel é orgulhosa.
(D) Sara Isabel é uma pessoa reservada.
Habilidade- Distinguir um fato da opinião relativa
a esse fato.
10. Do texto, depreende-se que Sara
Isabel mostra-se bastante solta pelo fato de:
(A) participar em diversas atividades.
(B) ser determinada e objetiva.
(C) ser livre para ir aonde quiser.
(D) fazer o que da na cabeça sem pensar
nas consequências.
PEI IIJIMA
ATIVIDADE EAD LÍNGUA PORTUGUESA SÉRIES 1ºA
Professora: Rosana (QUARTA , QUINTA e SEXTA)
ATIVIDADE
3 e 4 e 5
Para responder às questões de 1 a 3, leia o texto abaixo.
Um Apólogo
Era uma vez
uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está
você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma
cousa neste mundo?
— Deixe-me,
senhora.
— Que a deixe?
Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito
que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça,
senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça.
Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a
sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é
orgulhosa.
— Decerto que
sou.
— Mas por quê?
— É boa!
Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os
cose, senão eu?
— Você?
Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e
muito eu?
— Você fura o
pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos
babados...
— Sim, mas que
vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás
obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os
batedores vão adiante do imperador.
— Você é
imperador?
— Não digo
isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só
mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto,
quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se
passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não
andar atrás dela. Chegou à costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da
linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam
andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os
dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor
poética. E dizia a agulha:
— Então,
senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta
distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos
dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não
respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela,
silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras
loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi
andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que
o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a
costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no
outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio à noite
do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se,
levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E
enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro,
arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar
da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora,
diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do
vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas,
enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio
das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a
agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor
experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda,
aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da
vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro
caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta
história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu
tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
(Machado de Assis. Texto
extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora
Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.)
Habilidade- Identificar
o propósito comunicativo em diferentes gêneros.
01. A
finalidade do texto é
(A) apresentar
a conversa entre uma linha e uma agulha.
(B) divulgar
um texto de Machado de Assis.
(C) informar
sobre a vida de uma agulha e de uma linha.
(D) narrar
uma história para ensinar uma moral.
Habilidade- Distinguir
um fato da opinião relativa a esse fato.
02. A
frase que expressa uma opinião é
(A) “Deixe-me,
Senhora.”
(B) “Mas
você é orgulhosa.”
(C) “Vamos,
diga lá.”
(D) “Você
é que cose?”
Habilidade- Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e
de outras notações.
03. No
trecho “Que a deixe? Que a deixe, por quê?”, os pontos de interrogação têm
efeito de
(A) apresentar.
(B) avisar.
(C) desafiar.
(D) questionar.
Leia a seguinte tira.
Habilidade- Interpretar texto com auxílio de material gráfico
diverso (propagandas, quadrinhos, fotos etc).
04. A menina do texto
(A)
chora de tristeza ao verificar que está trocando dentes.
(B) está
trocando seus dentes de leite e não gosta disso.
(C)
reclama da dor que sente ao trocar os dentes.
(D) usa
o espelho para observar a beleza dos seus dentes.
Leia os textos.
Texto I
“Sou completamente a favor da flexibilização das relações trabalhistas,
pois a velhíssima legislação brasileira, além de anacrônica, vem comprometendo
seriamente a nossa competitividade em nível global.”
Texto II
“É uma falácia dizer que com a eliminação dos direitos trabalhistas se
criarão mais empregos. O trabalhador brasileiro já é por demais castigado para
suportar mais essa provocação.” (O Povo, 17 abr. 1997.)
Habilidade- Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na
comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições
em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
05. Os textos acima tratam do mesmo
assunto, ou seja, da relação entre patrão e empregado. Os dois se diferenciam,
porém, pela abordagem temática. O texto II em relação ao texto I apresenta uma
(A) ironia.
(B) semelhança.
(C) oposição.
(D) aceitação.
Leia o texto.
Câncer
As novas frentes de
ataque
A ciência chega finalmente à fase de atacar o mal pela raiz sem efeito
colateral.
A luta contra o
câncer teve grandes vitórias nas últimas décadas do século 20, mas deve-se
admitir que houve também muitas esperanças de cura não concretizadas. Após
sucessivas promessas de terapias revolucionárias, o século 21 começou coma
notícia de uma droga comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de
células tumorais. Ela foi anunciada em maio deste ano, na cidade de San
Francisco, no EUA, em uma reunião com a presença de cerca de 26 mil médicos e
pesquisadores. A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em
diagnósticos e avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o
sonho das drogas “inteligentes”: impedir a formação de tumores. Com essas drogas,
será possível combater a doença sem debilitar o organismo, como ocorre na
radioterapia e na quimioterapia
convencional. O próximo passo é
assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação. São,
portanto, várias frentes de ataque. Além das mais de 400 drogas em testes,
aposta-se no que já vinha dando certo, como a prevenção e o diagnóstico
precoce. (Revista Galileu.Julho de 2001, p. 41.)
Habilidade- Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto,
marcadas por conjunções, advérbios etc.
06. O conectivo “portanto”, (ℓ.
13), estabelece com as ideias que o antecedem uma relação de
(A) adversidade.
(B) conclusão.
(C) causa.
(D) comparação.
Leia o texto abaixo e
responda à questão.
São Paulo busca soluções
para evitar colapso socioambiental
Debates realizados na
capital paulista para discutir a crise socioambiental no Brasil destacam
desmatamento e exploração não sustentável da Amazônia.
Como era de se
esperar, o desmatamento e a exploração não sustentável da região Amazônica
dominaram os debates. Afinal, São Paulo é o maior centro urbano do país e o
maior consumidor, processador e distribuidor dos produtos extraídos da
Amazônia, como madeira, carne e soja.
Ao governo coube a
exposição de medidas a serem adotadas para a preservação e a exploração
sustentável da Amazônia. O Movimento Nossa São Paulo e o Fórum Amazônia
Sustentável organizaram o seminário
“Conexões Sustentáveis: São
Paulo-Amazônia”, iniciativa da qual o Instituto Akatu participa para discutir o
viés socioambiental das relações comerciais entre as duas regiões. Dados do
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
apontam que, desse volume, 23% vêm para o estado de São Paulo, o que representa
mais que a soma dos dois Estados que aparecem em segundo lugar (Paraná e Minas
Gerais), com 11% cada. (Disponível em: <http://www.akatu.org.br/central/
especiais/2008/sao-paulo-busca-solucoespara-evitar-colapso-socioambiental>.
Acesso em 11 ago. 2009.)
Habilidade- Identificar a tese de um texto.
07. A tese do texto está presente no
(A) desmatamento e na exploração
sustentável da Amazônia.
(B) debate sobre o desmatamento e a exploração não sustentável da Amazônia.
(C) processo e na distribuição dos produtos extraídos da Amazônia, como
madeira, carne e soja.
(D) viés socioambiental das relações comerciais inexistentes entre São Paulo e
Amazonas.
Leia o texto abaixo.
O homem que espalhou
o deserto
E o homem do machado descobriu que
podia ganhar a vida com seu instrumento. Onde quer que precisas sem derrubar
árvores, ele era chamado. Não parava. Contratou uma secretária para organizar
uma agenda. Depois, auxiliares. Montou uma companhia, construiu edifícios para
guardar seus machados, abrigar seus operários devastadores. Importou tratores e
máquinas especializados do estrangeiro. Mandou assistente fazerem cursos nos
Estados Unidos e Europa. Eles voltaram peritos de primeira linha. E trabalhavam
e derrubavam. Foram do sul ao norte, não deixando nada em pé. Onde quer que
houvesse uma folha verde, lá estava uma tesoura, machado, um aparelho
eletrônico para arrasar. Enquanto ele ficava milionário, o país se transformava
num deserto, terra calcinada*. E, então, o governo, para remediar, mandou
buscar em Israel técnicos especializados em tornar férteis as terras do
deserto. E os homens mandavam plantar árvores. E enquanto as árvores eram
plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão.
* Queimada por completo; incinerada,
carbonizada.
(BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Contos. São Paulo: Ground, 1989. )
[Fragmento]
Habilidade- Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
08. O trecho “Enquanto ele ficava milionário,
o país se transformava num
deserto, terra calcinada.” indica uma:
(A) opinião.
(B) causa.
(C) consequência.
(D) exclusão.
Leia o anúncio abaixo e responda à questão.
Procura-se desesperadamente um cachorro
que atende pelo nome de Pirulito. Ele é um simpático vira-lata de cor bege,
porte médio, que desapareceu no último dia 3 de agosto, na Avenida Cachorros
Felizes, em São Paulo. Paga-se recompensa de R$ 500,00. Minha filha está
sentindo muito a falta dele. Qualquer informação favor ligar para: 2222-5555 e
falar com Pedro.
Habilidade- Identificar a finalidade de textos de
diferentes gêneros.
09. O texto acima tem por finalidade
(A) discutir a importância ou não desse
tipo de anúncio.
(B) pedir informações sobre um cachorro
desaparecido.
(C) contar histórias sobre o convívio
com o animal.
(D) demonstrar como deve ser feito um
anúncio.
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